"A reflexão da lhama"

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Abra tuas portas

Abra as tuas portas amor e me deixe entrar
Liberte toda a tua imaginação e tuas mais fortes fantasias
A tua singela nudez sobre o palco do meu teatro
Enche meus olhos e me faz sonhar

Abra as tuas portas amor                                                                
Para sentir o que lhe posso proporcionar
Desde a louca paixão que em mim queima
Ao modo mais puro de te amar.

Abra as tuas portas amor
E me espere nu em seus aposentos
Deixe-me chegar perto e beijar-te em delírios
Na força e no movimento do mais belo dos momentos.

Abra as tuas portas amor
E vamos fugir talvez pra outro país
Vamos viver de nudez eterna e tentar ser feliz
Abra as tuas portas amor
                                              as portas.


por Figueiredo, Cristal

terça-feira, 29 de novembro de 2011

minutos para o 1º dia de março

Agora faltam exatos 5 minutos pro começo de março e meu aniversário
Aqui dentro, eu no escuro com uma lanterna
O vento sopra forte e assovia nos galhos da arvora que toca a minha janela
Ouço os cães de dona Joaquina latir sem parar
Por causa da invasão que as galinhas de seu João fizeram no pátio de dona Joaquina
No terreno baldio ao lado, adolescentes fazem suas peripécias noturnas de sábado
E eu aqui fico em silencio embaixo do cobertor
Eu conto os segundos para que seja meia noite, mas o relógio parece ter parado completamente
Na casa da dona Ana Matias esta tendo uma daquelas rodadas de canastra, onde o velharedo,
Se junta pra fofocar da vida alheia e usurpar dinheiro uns dos outros.
Aqui em casa tem uma senhora que assiste TV quase o tempo todo, ela chegou há poucos dias
Falaram-me que ela é uma tia distante, por algum lado da família pelo qual eu não lembro
Ela sofre de insônia, e passas suas noites na frente da televisão, vendo aqueles programas de pouca audiência
E decorando as mesmas propagandas de miojo, sabonete, carros e remédios.
Enquanto espero os segundos passarem, minha mente viaja lembrando-me das lendas antigas da minha rua
Como a lenda da velha que se jogou poço adentro para salvar seu gato que nem havia caído lá, e a velha acabou morrendo afogada.
Olho-me num pequeno espelho, e vejo meus olhos cansados e triste por eu não envelhecer, já que o tempo não passa.
Meu relógio volta a funcionar, após fazer umas promessas indecentes à ele,
Lentamente meus olhos vão querendo se fechar nesta noite que me cansa, e atormenta com um cheiro de sono,
Mas não da pra desistir, agora que falta só 2 minutos para envelhecer enfim
E o relógio tic-taqueia normalmente de novo, e a minha cama voa, no ultimo dos meus sonos de adolescente louca
Flutuo pelo quarto, junto com tudo que nele há
Até o chinelo de lã de ovelhas escocesas voa como avião
E de repente eu caio com tudo, na cama que cai sobre o tapete
E durmo profundamente o mais belo dos sonhos
Pois já é o 1º dia de março.


por Figueiredo, Cristal

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

-

Cai a chuva morna que traz o calor de novembro
E um cheiro de grama cortada e molhada no campo iluminado pela lua cheia.
Dentro de casa a música me embala no meio da sala de estar
Um pouco de jazz e talvez até um fokstrot
Com um copo de whiskey que quase vem a transbordar sobre o bidê.

Meus pensamentos podres, invadem o ambiente solitário e fedido.
Fedido, de restos humanos jogados sobre as minhas mesas imaginárias
E restos de comida espalhadas pelo chão da cozinha após o termino da guerra
Guerra tal que jamais se ouviu falar.

Continuo fazendo a mesma coisa noite adentro
 Dançando lentamente em meio a fumaça que envolve o ambiente, e que talvez saia de mim,
E vagando em pensamentos lerdos e profundos sobre coisas que não é de costume pensar
Desde o que acontece para uma pedra cair, até as minhas teorias pra poder voar.


por Figueiredo, Cristal

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Letras

Em tudo, letras
Letras bobas
Letras suspensas
Aqui, letras acolá
Letras pintadas, desenhadas
Palavras formadas
Projetadas
Perdidas

por Figueiredo, Cristal

sábado, 12 de novembro de 2011

Amizade


A amizade é algo tão simples, e tão complexo
Tão difícil e tão fácil
Conseguimos deixar as pessoas felizes,
E às vezes causar a elas imensas tristezas.
A amizade é o mais belo tipo de amor
Que às vezes erra
E no meu caso, pode ter errado feio.
Os amigos mais fracos,
Baixam a cabeça e choram, como eu
Os fortes erguem-na e guardam sua tristeza,
Ignoram e se afastam.
A amizade às vezes nos põe diante de decisões tensas
Onde só nos resta a mesma escolha,
Os amigos.
Não quero ter muitos amigos,
Quero apenas manter os que já tenho,
Quero poder todos os dias olhar a cada um deles
E saber que são pessoas que eu realmente amo,
A cima de qualquer coisa.

Por Figueiredo, Cristal

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Criado mudo

Eu fiz de tudo tentando o que lhe chamaria atenção,
Corri, chorei, sorri e até amei
Mas você sempre pareceu tão distante, não é?
Você sempre aproveitou todas as chances de me esnobar,
E esnobou, muito.
Mas como disse para seus amigos
Eu sou como um criado mudo para você,
Estou sempre ali, à disposição
Mas nunca sou realmente útil,
A não ser para carregar nas costas o abajour de mentiras
E de lâmpadas quebradas
Que não servem pra nada, apenas para peso.
Mas eu não vou carregar o peso desnecessário,
Não por muito tempo, ou muito longe
Uma hora eu deixo de ser um criado mudo
E talvez vire alguém para você
Mas e daí?
Até lá, não adiantará de nada você ter peitos
Se você tem barba!


Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

folha cor de rosa

A folha da laranjeira cai
Não é só mais uma folha caindo
 É uma folha cor de rosa
                                        A mais bela
Pintada com todo o amor e carinho
Por uma criança epilética
Cega
E sem as mãos
Que pintava
Com os pés e de cabeça para baixo
As folhas das árvores
Do seu jardim imaginário

Por Figueiredo, Cristal

domingo, 30 de outubro de 2011

Meu jeito

Eu tento ser fria
Mas me apaixono,
as vezes até amo.
Isso não é motivo pra me considerar sua,
Ou de alguém.
Pois não encararia um novo relacionamento.
Não consigo “ser” de um só,
Não consigo sentir o gosto da mesma boca todo dia
Não consigo deixar de ser livre.
Eu gosto de iludir um pouco as pessoas,
Desculpe,
Mas é o meu jeito.
Eu digo que amo
Eu abraço
Eu beijo,
Todos.
Mas sempre tem um que é especial
De verdade.
O que eu amo além das palavras
E das marcas da noite.
Mesmo assim
Eu ainda cultivo meus homens
Dois, três ou talvez mil.
Eu posso,
Não ser de ninguém,
E mesmo assim,
Alguns são meus.
E eu vivo
Eu rodo
Eu vou
E volto...
E sempre caio em teus braços.


Por Figueiredo, Cristal

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

nao compre, adote! eu apoio essa ideia.

                               es                                                           tão em
                               tod                                                    os os lugare
                               s d                                                 e todas as cidades.
                            são                                                 frágeis e a cima de t
                          udo                                               esperam por amor,
                         são                                          dóceis e singelos.
                        estã                                  o em baixo dos olho
                        s da                   sociedade que pisa em cim
                         a deles ao fingir que não os vê. estão ali s
                        ó esperando por alguém que tenha atitude
                      e os dêem alguns segundos de atenção at
                     enção pouca que pode mudar o dia de um
                    ser tão simples e tão só. e porque não lev
                    ar um desses   para casa? cuidar, dar am
                   or, a  final ele                                pode se
                  r seu melhor                                     amigo!
               e não desp                                         erdice s
          eu melhor                                                 amigo n
         ão o    mal                                                  trate nã
         o o       jog                                                  ue fora não
        com      pre c                                                achor
         ro...
                                              ADOTE!







Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Erros

Continuo errando os mesmo erros de antes
Que me seguem com disparos
Lançados pela beleza dos teus lábios.
Tento não errar mais,
Mas a tensa provocação não deixa
Eu me livrar dos laços de aço
Que me prendem aos pecados.
Mas se sempre errei e pequei,
Por que parar agora
que estou prestes a entrar para o inferno?

Por Figueiredo, Cristal

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Falsas Ideologias

Vivo profundamente
interessado em me reproduzir em versos,
em correr pelado pela rua,
tomando a maior chuva na cara
deslizando ladeiras,
E pulando barreiras
que por certo você escorregaria.
Quero correr perigo ,
procurar o teu umbigo
Em meio aos lençóis.
Propor coisas novas
Naves,
Nuvens,
E desestruturar as falsas ideologias.
Viver de amor
E de anarquia.
Fazer folias com o corpo,
Transar com coisas poderosas
se caírem pelo chão,
Romper as células da tua mão.
Desatrelar as falsas alegorias
E juntar o povo,
Pra fazer massa de pão
No palanque dos políticos da cidade,
No coreto da praça
No colo do maestro da banda...


 ELLF

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Carocha


Eu estava em casa, caminhando, chorando, meio que me arrastando pela cozinha, por uma possível perda da amizade de um grande amigo, o melhor. Quando de repente pisei em uma daquelas carochas pretas que batem na lâmpada e fazem barulho. Olhei para a coitada que ali se contorcia, gritava e gemia de dor. Coitada, tão jovem e quase morta. Tratei de lhe preparar um belo caixão, com tudo o que tinha direito, até mesmo um vestido feito com a ponta de uma meia para ela usar... Mas tirei-o pensei que ela poderia ficar um pouco constrangida, caso fosse um carocho, ele poderia se sentir gay usando vestido, acabei deixando ela pelada mesmo, por garantia.
                Fiz de uma caixa de sapatos o caixão da carocha, decorei com papeis coloridos, fitas, flores... Peguei-a com todo o cuidado, para que não terminasse de destroçar a coitada, e com toda a delicadeza do mundo coloquei-a no caixão. Cutuquei a carocha para ver se ainda reagia, e em meus pêsames, ela se fora.
                Comecei a preparar uma bela cerimônia, digna de uma carocha, que lutou pela vida até o fim. Peguei velas, fiz um buquê com flores do campo, convidei meu vizinho, e até abri a bíblia e li João (4: 23) para ela. Enterrei-a no quintal, em meio as mais belas flores do meu jardim.
                Por mais que eu tenha feito tudo o que fiz pela carocha, acho que a mal agradecida não se contentou, e depois de seis meses passou a me atormentar. Todos os dias era a mesma coisa, cerca de seiscentas carochas por noite, ficavam batendo nas minhas lâmpadas e voando pela minha casa, no começo eu mal conseguia dormir, depois me acostumei. Tentei de tudo para exterminá-las, mas elas eram mais resistentes do que qualquer inseticida ou chinelo. Tentei me mudar de casa também, mas mesmo assim elas me seguiam. Tive então a idéia de colocar fogo na minha casa quando elas estivessem lá, mas quando eu saí de dentro da casa que estava em chamas, as carochas saíram também. Comecei a aceitar o fato de que eu seria acompanhada por elas eternamente, e depois de trinta e seis anos, eu já estava acostumada, pois elas já conviviam comigo até durante o dia. Até o dia em que faltou luz a noite, e eu coloquei uma vela no bidê perto da cama, acabei dormindo sem querer, e o fogo da vela pegou na cortina, e se alastrou pela casa. Morri carbonizada com as minhas carochas.

Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

noite que se fora

Num olhar te desejo
E perco-me em teus braços
Tua pele é quente
Perco-me mais ainda
Encontro-me em teus lábios ferventes
Tuas mãos que me acariciam
De um modo sensível na tua brutalidade
Tua respiração ofega
E teus olhos em pouco voam
E aos poucos
A mim se entrega,
Num ritmo perfeito
A noite nos embala como uma dança
E o sol nasce como quem lança um malfeito
Sobre a bela noite que se fora
Restando apenas lembranças.

Por Figueiredo, Cristal

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Eu quero o Bebê de volda!







Não quero mais nada,
Não quero roupas,
Não quero jóias,
Não quero comida,
Não quero dinheiro...
Só quero o Bebê de volta!   T.T

Por Figueiredo, Cristal

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ponto torto

O ponto que vivia
Sobre as linhas escuras
Da amargura diária
Da exclusão
Por ser um ponto torto, diferente.

Chorava constantemente
Nos braços do nada
Que o acolhia no silêncio
E o fazia dormir na rua
No calor da vida fria e morta.

Por Figueiredo, Cristal

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Acordar

Hoje de manha
Acordei com o soco
Que levei do meu estúpido despertador

Fui escovar os dentes
Mas a escova me ignorou
E saio correndo

Tentei abrir a geladeira
Mas ela me chutou
E me impediu que eu a abrisse

Tentei caminhar pela cozinha
Mas a mesa me empurrou
E cai no chão

Aí, resolvi acordar de verdade.


Por Figueiredo, Cristal

terça-feira, 13 de setembro de 2011

*

                          a
                      me
                    lodi
                  a da
              da tua
                vóz
                 me
                 faz
                 que
                  rer
                  ca
                  da
                  vez
                  ma
                  is o
                  tim
                  bre
                  per
  feit          o que            sai
   dos t     eus doc     es lá
      bios, que me fazem
       desejar o teu beijo
    a cada vez que você f
  ala comigo no teu tom m
  eio musical de sempre q
  ue eu acho muito sensual
  e envolvente, que me dei
   xa totalmente calada m
     e fazendo apenas te
           desejar muito



Por Figueiredo, Cristal

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

é demais?


É demais querer um sorriso
Ao cair das tuas lagrimas?
É demais querer uma palavra
No silencio da tua tristeza?
É demais lutar pra seguir em frente
E não cair em depressão?
É demais querer tua vida
Na presença da morte tua?

Por Figueiredo, Cristal

Tic-tac

Entro em desespero,
Relógio gritando
Tic-tac que perturba,
Meus pés correm,
Minha cabeça fica
E o tic-tac continua,
tic-tac
tic-tac.

Por Figueiredo, Cristal

Pátria amada?

O povo herói já não vale nada
Pois vende sua palavra para o poder,
E o sol da liberdade em raios fugidos,
Nunca brilhou.
Não conquistamos nada
Apenas aceitamos o que nos era proposto.
E liberdade não tem seio.
Ó pátria amada e idolatrada,
Pelos poucos que ganham tudo
Nas custas dos fracos
Que acreditam num amanha diferente.
E o teu futuro espelha a grandeza,
Da mentira que tu és.
Pátria amada?
Que enterra os filhos do próprio solo
numa grande farsa de povo unido.

Por Figueiredo, Cristal

Minha vida

Cobertores
           Chinelos
                 Banheiro
                           Escova
                                     Pasta
                                              Roupa
                                                       Meias
                                                                Tênis
                                                                        Café
                                                                   Pão
                                                     Banheiro
                                             Escova
                                     Pasta
                         Mochila
                    Rua
        Ônibus
Pessoas
         Escola
                   Sala
                       Amigos
                                Conversa
                                             Recreio
                                                           Sala
                                                                 Conversa
                                                         Amigos
                                                   Rua
                                        Ônibus
                             Pessoas
                      Casa
         Comida
Banheiro
          Escova
                Pasta
                         PC
                           Ovelha
                                     Cachorro
                                                   Gato
                                                           Café
                                                                    Pão
                                                                            PC
                                                               Temas
                                                   Banho
                                      Pijama
                          Cama
  Despertador...

E depois ninguém entende o por que eu digo que minha vida não passa de um zig-zag tedioso de coisas inúteis.

Por Figueiredo, Cristal

domingo, 4 de setembro de 2011

Paixão escrota

Que linda menina
Dos olhos castanhos
Bochechas macias
Que sou eu.

Que cara ridículo
Do coração podre
Do jeito metido
Que me deixou no breu.

Que amor singelo
Paixão escrota
Amor negado
Amor que morreu.

De jeito inocente
Da menina calminha
à fúria que matou
O que não seria seu.

Por Figueiredo, Cristal

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Hoje...

Hoje senti vontade de sumir daqui...
De fugir para outro lugar
Longe dessa cidade tão ridícula e falsa
Onde tudo fosse como eu sempre quis...

Hoje senti vontade de pintar uma tela
Onde nela quase não tivesse cores
Apenas as cores que me fizessem bem
Que ficassem mais fortes do que a minha tristeza.

Hoje senti vontade de gritar o mais alto possível,
Pra que o som da minha voz
Fosse mais forte e audível que o timbre
Da voz daquele que não merece sequer falar, e falar de mim.

Hoje quis ser diferente do meu comum,
Não por estar fora dos sentimentos ideais
Mas pra ver se me encontrava escondida em algum canto
Revoltada com o que sinto por quem não me merece.

Hoje torno a dizer que o mundo deveria ser totalmente perfeito
Um exemplo do bom, do correto e do realizado
Sem o pânico, sem a rejeição, sem a sensação má
Que você provoca a cada vez que me destrói.

Hoje volto a não ver mais nada
Por causa da cegueira causada pela tua estúpida palavra
Sinto de forma odiosa a sua presença que me faz sofrer,
E não me deixa esquecer a dor das suas más palavras que queimam em meu peito.

Hoje queria poder ter o mundo para mim
Queria ter o poder de ajudar a mim mesma
De todo este amor patético que predomina
O qual me faz sentir impotência para poder viver longe de você.

Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Você é sempre tão normal

Você é sempre tão normal.
Tão café, tão sorvete, tão você.
Tão te amo, tão romance, tão buquê.
Tão dinheiro, tão trabalho, tão tevê.
Tão casaco, tão sapato e tão rolê.

Você é sempre tão normal.
Tão londrina, tão biscoito, tão maço.
Tão cabeça, tão perna, tão braço.
Tão saudade, tão pra sempre, tão cansaço.
Tão bochecha, tão ficante e tão abraço.

Você é sempre tão normal.
Vive uma vida que não é sua.
Passa sempre pela mesma rua.
Canta sempre sobre a mesma lua.
E sobre aquela mesma pessoa nua.

Você é sempre tão normal.
Diz que todos só lhe querem mal.
Que é bipolar e anti-social.
Diz que é geek e bissexual.
Você é sempre tão normal.


por anonimo / Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um ser bruto

Em uma estradinha que levava ao nada,
Por um despenhadeiro alcantilado de uma montanha
Em passos uniformes, caminha
Os pés que expelem sangue pelas rachaduras
E as mãos são calejadas de rotina
O rosto, maltratado pelo tempo
E as roupas surradas.
Um ser bruto
Mas com um coração dividido em dois
Um lado amedrontado
Pelo sofrimento da vida
Que chorava constantemente
Lagrimas suadas do sufoco diário
E no outro lado
Um coração empedrado
Incapaz de sentir qualquer sentimento
Ou se quer suas próprias batidas
Um coração seco e amargo.
Na face cicatrizes
E um olhar melancólico 

Por Figueiredo, Cristal

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Me ame!

Onde você está?
Eu te amo, não fujas de mim!
Me de um abraço,
Não tenha medo
Então você esta negando o seu amor por mim?
Porque o medo?
É só uma faca...
E você não precisa mais se preocupar...
É só meu agora
Apenas meu,
Com todo o cuidado e amor do mundo
Não vou te enterrar...
Congelar-te-ei para te ver todos os dias.
Agora sim você é só meu,
No meu freezer
E seu sangue na minha faca.

Por Figueiredo, Cristal

Criança


Linda moça de trança
Que conquista
E dança
Muito meiga
Ela é criança
Corre
Pula
Canta
Tem bonecas
E vive a infância.

Por Figueiredo, Cristal

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

E eu aqui

A vida passa
As pessoas passam
Num vem e vão frenético
E eu continuo aqui
Sentada,
Apenas sentada
Sem fazer exatamente nada
No silencio monótono da minha sala de estar,
No abandono da minha residência
No vazio da minha vida
Na imensidão dos meus pensamentos...

Por Figueiredo, Cristal

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O eu lírico e o poeta desolado

O seu coração bate?
Perguntou o eu lírico
O poeta respondeu:
bate!
Mas não como eu quero
Não bate como batia antes
Ele bate por tristezas
Ele bate por desejos
Ele bate desolado
Ele bate sem querer bater
Se antes a cada batida,
Caísse uma lagrima de emoção
Hoje essa lagrima só serve para limpar o olho
Se antes a cada palavra dita
O coração vibrava
Hoje ele só bate por obrigação
No silêncio das minhas palavras...
O eu lírico tornou a perguntar:
O seu coração bate?
E num simples ultimo suspiro do poeta
O eu lírico fica sem resposta.

Por Figueiredo, Cristal

Noite de enchente


Já é noite, e a chuva cai
Lá fora não há ninguém,
Trovoes ecoam pela cidade,
O silêncio toma conta
E o frio congela.
As famílias se recolhem
Os mendigos se encolhem,
A alma de muitos congela e morrem
No frio que corta
Na enchente que quase mata.
Todos isolados
Pela grande quantidade de água,
Muito estão morrendo por conta das doenças
E outros tentando sobreviver
Embora a tristeza não queira deixar.
E tudo só acaba au tocar do meu despertador.


Por Figueiredo, Cristal

terça-feira, 26 de julho de 2011

tudo acabou com o bolo comido por aqueles ingratos!

Eu chego em casa
Logo sou criticada
Espero um pouco o tempo passar
Todos dormem
E eu continuo aqui
Observo o tic-tac do relógio durante horas
A fome vem
E o bolo não esta lá
Os mal agradecidos comeram tudo
Esse foi a gota d’água
A raiva me consome
Como quem bebe suco
Começo a tremer
E digitar com força e raiva
Logo lagrimas quentes caem sobre o touchpad
O tic-tac parece estar mais forte
E cada vez mais rápido
Os ponteiros giram freneticamente
Sinto-me tonta
Caio em um abismo
Vejo uma faca
Vejo sangue
Vejo minha vida
Minha infância
Vejo os ingratos
Vejo paramédicos
Paramédicos?
E ai não vejo mais nada
Apenas caí
E acabou


Por Figueiredo, Cristal

segunda-feira, 25 de julho de 2011

AMY WINEHOUSE - minha eterna diva!


A três anos, sua doce e envolvente voz, me acompanha sempre, em todos os momentos, dos ruins aos bons...
Quantas vezes eu já fui capaz de chorar e ser embalada por back to black, ou sorrir com um pouco de tears dry on their own, cantar loucamente e sozinha em casa you know i’m no good...
Só a voz dela me acalmava, me conformava, me alegrava, me fazia sorrir nos piores momentos,e me deixa mais feliz nos melhores, desde a sétima serie.
Já fui muito criticada por amar ela.
Já cansei de ouvir dos outros, principalmente dos meus familiares “como você pode gostar de uma louca drogada?!”
E a palavra desses que ficaram contra mim nuca foi maior do que o meu amar a ela. Afinal eu considero totalmente diferente um “gostar ou amar”, de um “se deixar influenciar” pelar tais atitudes de uma pessoa.
Eu daria de tudo pra poder ter ido vê-la em Floripa em janeiro, realmente, eu queria muito. Só que mais uma vez veio a história “porque gastar dinheiro pra ver uma louca? Isso é sem cabimento Cristal!” e eu fiquei em casa no querer... Posso dizer que me despedacei em lágrimas. Mas eu esperava pra uma de uma próxima oportunidade.
Não vai ter próxima!
Assim como os grandes ídolos da musica, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones… Foi a vez de Amy Winehouse entrar para a lista da maldição dos 27.
Sábado, quando eu cheguei na casa do Marco eu não consegui acreditar quando ele me disse “já sabe? A Amy morreu.”
Na hora eu não sei explicar o que passava dentro de mim... Talvez um aperto muito forte, agonia, me senti sem chão, meu eu desmoronou... Mas mesmo assim a ficha não caiu.
E agora eu não sei o que pensar se foi uma coisa boa, ou ruim... Perdi a minha diva, mas ao menos agora ela se livrou dos problemas dela, não é?
Com certeza vou sentir falta de ver noticias dela de encrencas, de ver sobre os shows dela, sentir falta até de ter esperança de um dia ver aquela mulher de traços marcantes e olhar sedutor. A esperança que vai ficar nas minhas lagrimas, como agora, apenas me confortando com Will you still Love me tomorrow...
Amy Winehouse, a minha eterna diva e amada!

Por Figueiredo, Cristal

domingo, 17 de julho de 2011

Aos meus homens

Em letargia,
Me encontro ao lado daquele que aos poucos desejei
De pele macia e rosto inocente,
Tal inocência que acabara por entre os gemidos
Os tais rendidos a quatro paredes

Meio adormecida,
Encontrava-me em sonhos
Com aquele que nunca se tornou real
Que me fazia o desejar com propagandas de si mesmo
Com propostas malditas

Propostas não feitas por aquele que me entendia
Que me era um ombro amigo
De cabelos cacheados
Oh criatura etérea
Que sempre soube me envolver em seus braços

Incitando-me a cometer as mais doces das agressões
Abraçava-me em seus lábios
Num corpo-a-corpo rendido a nós
E em delírios ausento-me de mim mesma
E levo-me ao lado deste amigo amante

Farei deste a maior fonte das poesias
Poesias suspensas a cada palavra dita e usada por ele,
Um grande poeta, e grandes incertezas
Em manifesto firme e decidido
Tive logo aqueles lábios, num confortável abraço.

Por Figueiredo, Cristal
Dedicado aos ”meus homens“, aos meus amigos, à partes de mim.
Iman Griebeler, Murilo Selau Martins, Marco Kerchner, Michel Machado, Fernando Lucas Selau Martins

domingo, 10 de julho de 2011

Um sonho, uma estricnina




-Senhor o que esta acontecendo?
-Não podemos divulgar informações, e mesmo assim ainda não sabemos ao certo.
-Mas por que esta este tumulto todo?
-Não sabes como o povo daqui é curioso?
-Posso passar?
-Não!
-Mas senhor, eu moro neste prédio.
-Não sei se a senhora já viu, mas está interditado.
-Senhor, a moça era do quarto andar!
-Ok soldado!
-Senhor deixe me saber o que aconteceu com alguém do quarto andar, eu moro com minha irmã nesse andar, estou preocupada com ela.
-Minha senhora já lhe disse, não posso deixar.
-Senhor, tem alguém ai que é do quarto andar?
-Sim soldado, esta moça!
-Deixem-na passar.
-O que esta acontecendo? Para onde você esta me levando?
-Conhece esta moça?
-Oh meu deus, é a minha irmã, o que aconteceu?
-Ainda não sabemos.
-por favos, diga que ela não esta morta!
-Infelizmente parece que sim.
-Soldado, acharam essa embalagem de estricnina aberta e vazia.
-Senhora para que compraram isso?
-Minha irmã comprou, ela dizia ouvir barulho de ratos à noite.
-Parece realmente que a sua irmã está morta!
-Oh meu deus!
-Senhora, agora você já pode ir para o seu apartamento, sinto muito pela sua irmã.
-E eu mais ainda.
-Senhora, é bom você procurar coisas que indiquem a morte dela.
-Já não bastou a stricnina?
-Não sabemos bem se foi a estricnina que a matou, ou se ela morreu afogada na banheira.
-Não consigo entender o porquê que ela fez isso!
“-Mana, acorda, ta na sua hora de trabalhar...”
-Como assim? Você não morreu?
-Hãn?
-Nada não, apenas me abrace.
-O que aconteceu?
-Nada não, só quero teu abraço minha irmã, e também, quero que jogue fora aquele vidro de estricnina que comprou para os ratos... E melhor comprar uma ratoeira, arranjar um gato, algo assim.
-Ainda não consegui te entender, mas vou fazer o que me pede.
-E é só isso que eu queria!

Por Figueiredo, Cristal

sábado, 2 de julho de 2011

O beijo



Quando olhei para ti
Vi teus olhos
E que belos olhos
E eu não conseguia parar de olhá-los

Ai vi o sorriso
Aquele que era estampado pelos teus lábios
Os mesmos que via expelir palavras
Palavras que me atraiam e me hipnotizavam

Eu não queria ouvir nada
Nem mesmo suas palavras
Queria apenas o constante silêncio
E o calor do teu corpo perto do meu

Eu queria coragem, queria atitude
Não sei se eu esperava uma atitude tua
Ou a minha
Só sei que eu esperava

Não sei de quem partiu
Mas aconteceu
Ali naquele silencio desejado
O beijo tão esperado

Por Figueiredo, Cristal

Quando ele está por perto




Minhas mãos suam frio
Minha voz fica tremula
Sinto meu corpo arrepiar
Sinto uma felicidade extrema
Pergunto-me o que esta acontecendo
E fico sem respostas
De repente,
Ele está sussurrando em meu ouvido
Não sei o que fazer
É como se eu estivesse congelada
Meu coração acelera
Meu sangue ferve
E eu continuo sem respostas
Fico apenas com a vontade de tê-lo só pra mim

Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Minha caixinha de segredos


Eu tenho uma caixinha
Uma caixinha de segredos
Nela guardo todos os meus segredos
Do mais intimo ao mais simples
Toda vez que abro ela
Coloco dentro segredos novos
Mas tem um segredo
O mais secreto e mais feio de todos
Que guardei dentro de um pingente
Onde só eu sabia que estava
Um dia perdi o pingente
Ele parou em mãos erradas
E o terrível segredo foi revelado a todos
Me arrependi de não ter guardado dentro da caixinha
E a caixinha nunca mais se abriu para que eu colocasse novos segredos lá

Por Figueiredo, Cristal

Só quero o teu perdão, Betina


Cada vez mais eu erro, cada vez mais eu piso em cima da minha própria dignidade, tentando abafar os acasos para não gerar uma percussão em desastres, como o ocorrido.
Tudo o que eu mais poderia querer em minha vida é o perdão dela, pra isso talvez eu devesse:
• Tentar voltar atrás
• Ajoelhar-me diante dela
• Fazer um escândalo
• Gritar na rua que eu a amo
• Tatuar o nome dela na minha bunda
• Dar a ela todas as flores do mundo
• Enviar a ela uma tele mensagem do fala coração
• Colocar seu nome em um baner daqueles em aviões que passam na beira da praia
• Sentar em um formigueiro
• Ralar até os ossos dos meus joelhos caindo na calçada
• Mandar alguém me empurrar forte só para bater com a cabeça na quina da mesa da sala de aula
• Comer todos os bolos de maconha do mundo
• Vestir-me de alpaca e dançar o passinho de sempre
• Entrar dentro de uma lata de lixo em pleno domingo na praça XV, e acenar para todos que passarem
• Virar fã de Avril
• Virar colorada (por mais doloroso que isso seria, tu sabes o quanto amo ser gremista)
• Colocar as minhas piores fotos no Orkut
• Ir à sessão do descarrego todas as terças às 19h30min
• Ir da minha casa até a tua todos os dias de bicicleta, só pra tomar um copo d’água
• Sair na rua vestida de bruxa no halloween, só pra pedir balas
• Fazer um milhão de tainhas amanteigadas assadas para ti
• Levar-te para Machu Picchu
• Desistir de todos os meus sonhos para realizar os teus
Mas acho que tudo isso é desnecessário, pois quero mesmo é pedir-te desculpas, apenas isso. Sei que provavelmente não me desculpará. Sei que o que eu fiz, para ti talvez seja imperdoável, mas quero que leves em consideração quatro anos, três meses, dois dias, oito horas e dez minutos (agora é 22h10min) onde te considerei minha irmã, minha amiga, minha mãe, minha filha, minha metade... E que leve em consideração todas as vezes que te perdoei, lembra do blog que criastes só para me pedir desculpas?
Nos últimos dias conversei com muitas pessoas sobre o ocorrido, e na maioria das vezes as pessoas disseram pra eu tivesse paciência, que as coisas precisavam de tempo, pra dar uma refrescada. Mas penso ”a vida é curta demais para se esperar, é preciso agir, por que nunca sabemos o dia de amanha“.
Já parou pra pensar o porquê não te contei nada?
Já parou pra perceber que seria pior se eu tivesse lhe contado, principalmente naquela época?
Já parou pra pensar o que você esta fazendo comigo, independente do que eu tenha feito, eu nunca deixei de lado os meus sentimentos, e como você acha que estou agora? Arrependida, claro, mas sob todas as coisas, só quero poder morrer, se isso não for o suficiente diante da tua concepção dos meus erros quero ser torturada antes de morrer, para que fique a limpo o que te fiz.
Sinto falta de perguntar como tu estas, e se estiver mal, sinto falta de te abraçar, e ouvir seus problemas, dar meus palpites e minhas criticas. Sinto falta também dos nossos momentos infantis, onde é quase impossível não dar belas risadas, no meio da madrugada com roupas estranhas, efeitos de muitos bojos, e muitas fotos... Onde parecemos não ter saído da infância, e ver tudo como a coisa mais divertida do mundo, como tirar fotos na praia, molhando as calças no mar gelado do dia 26/07/09, e ainda perder as chaves pulando e chorar muito por isso, ou rir por muitos dias da musica da cabritinha.
Não sei o que terei que fazer para tê-la de volta, mas sei que farei o possível, ou até mesmo o impossível, pois não consigo viver sem ti, minha eterna melhor amiga... por 0,000000000000000000000000000000000000000001% a mais.

Por Figueiredo, Cristal

terça-feira, 28 de junho de 2011

O que eu sinto eu não sei, só sei que sinto.

Tu sabes o que é sentir dor ao caminhar por não poder ouvir os passos dela? Não sabe, nunca sentiu bater no peito um coração que não o teu. Tu sabe o que é dedicar tua vida à ela, sabendo que os problemas delas não são maiores que os teus?
Muita gente diz sentir o que eu sinto agora. Muita gente diz viver pra ver alguém sorrir. Muita gente diz chorar ao ver os braços dela, tocar os pulsos, ver a cicatriz. Quem nunca disse “não vivo sem ela”? Quem nunca prometeu a vida à alguém? Todo mundo ama, mas ninguém acredita em ninguém. Pra cada um que diga “eu a amo de verdade”, há quem diga que é mentira, que essa nunca soube o que é amar alguém.
Todo mundo ama mais que todo mundo, ao menos é o que todo mundo diz. Todo mundo se sente prestes a perder o mundo quando outro alguém faz seu amor sorrir. Alguns dizem que é só desejo, outros dizem que faz parte do que senti, mas todos dizem ver tremer as pernas, quase morrer por não ter ela aqui. Machuca mais ter que viver sozinho ou viver com ela e ter que dividir? Todo mundo ama e ninguém sabe de nada. Todo mundo sabe e ninguém ama ninguém.
Há quem diga que é amor de verdade e há quem diga que é só paixão. São tantos nomes, tantas memórias, tantos desejos e tantas vontades. Tem tanta coisa que não da pra explicar, que fica só no coração. Eu mesmo já fui julgado e já senti vontade de julgar. Se é verdade ou se é mentira, o fato é que eu sinto. O que eu sinto eu não sei, só sei que sinto.

por Bereta, Micael

Transtorno Bipolar

Marco Kerchner da Silva


Venha cá, me abrace. Preciso de você,
Do seu carinho, do seu amor.
Fique comigo esta noite,
Me conforte, estou com frio.

Teu calor me causa náuseas,
Não chegue tão perto.
Não quero sentir tua respiração,
Teu horrível hálito.

Volte aqui! Estou com medo,
Troveja lá fora. Cuide de mim,
Preciso de teus carinhos.
Me abraça, estou tremendo.

Não preciso de ti, podes ir.
Durmo sozinho, estou melhor sozinho.
Não me importo contigo, saia já.
E leva contigo o teu amor.

O vento urra lá fora, estou com medo.
Me conta uma história de dormir.
Quero ouvir tua doce voz me chamando,
Quero sentir tua boca me beijando.

Não me beijes com esta boca imunda.
Saia daqui, já falei. Não te aguento mais.
Aproveite esta chuva que cai
E vá para bem longe.

Teu sorriso é perfeito, teu cabelo é lindo.
Céus, como te amo! Como quero te amar
Todos os dias da minha vida.
Estaremos eternamente juntos.

Tudo o que vejo em ti é horrível,
Céus, como te odeio! Com toda a raiva
Do meu coração, todo o ódio que sinto.
Nunca estarei ao teu lado.

Por que me ignoras? Pois te amo tanto!
Não saia daqui, volte! Preciso de ti!
Seja minha, só minha, por favor.
Não se vá...

Por que não desgruda de mim?
Saia daqui, não te amo, me largue.
Nunca te amarei, não te abraces em mim.
Vá-te embora.