-Senhor o que esta acontecendo?
-Não podemos divulgar informações, e mesmo assim ainda não sabemos ao certo.
-Mas por que esta este tumulto todo?
-Não sabes como o povo daqui é curioso?
-Posso passar?
-Não!
-Mas senhor, eu moro neste prédio.
-Não sei se a senhora já viu, mas está interditado.
-Senhor, a moça era do quarto andar!
-Ok soldado!
-Senhor deixe me saber o que aconteceu com alguém do quarto andar, eu moro com minha irmã nesse andar, estou preocupada com ela.
-Minha senhora já lhe disse, não posso deixar.
-Senhor, tem alguém ai que é do quarto andar?
-Sim soldado, esta moça!
-Deixem-na passar.
-O que esta acontecendo? Para onde você esta me levando?
-Conhece esta moça?
-Oh meu deus, é a minha irmã, o que aconteceu?
-Ainda não sabemos.
-por favos, diga que ela não esta morta!
-Infelizmente parece que sim.
-Soldado, acharam essa embalagem de estricnina aberta e vazia.
-Senhora para que compraram isso?
-Minha irmã comprou, ela dizia ouvir barulho de ratos à noite.
-Parece realmente que a sua irmã está morta!
-Oh meu deus!
-Senhora, agora você já pode ir para o seu apartamento, sinto muito pela sua irmã.
-E eu mais ainda.
-Senhora, é bom você procurar coisas que indiquem a morte dela.
-Já não bastou a stricnina?
-Não sabemos bem se foi a estricnina que a matou, ou se ela morreu afogada na banheira.
-Não consigo entender o porquê que ela fez isso!
“-Mana, acorda, ta na sua hora de trabalhar...”
-Como assim? Você não morreu?
-Hãn?
-Nada não, apenas me abrace.
-O que aconteceu?
-Nada não, só quero teu abraço minha irmã, e também, quero que jogue fora aquele vidro de estricnina que comprou para os ratos... E melhor comprar uma ratoeira, arranjar um gato, algo assim.
-Ainda não consegui te entender, mas vou fazer o que me pede.
-E é só isso que eu queria!
Por Figueiredo, Cristal
Por Figueiredo, Cristal

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