"A reflexão da lhama"

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Só quero o teu perdão, Betina


Cada vez mais eu erro, cada vez mais eu piso em cima da minha própria dignidade, tentando abafar os acasos para não gerar uma percussão em desastres, como o ocorrido.
Tudo o que eu mais poderia querer em minha vida é o perdão dela, pra isso talvez eu devesse:
• Tentar voltar atrás
• Ajoelhar-me diante dela
• Fazer um escândalo
• Gritar na rua que eu a amo
• Tatuar o nome dela na minha bunda
• Dar a ela todas as flores do mundo
• Enviar a ela uma tele mensagem do fala coração
• Colocar seu nome em um baner daqueles em aviões que passam na beira da praia
• Sentar em um formigueiro
• Ralar até os ossos dos meus joelhos caindo na calçada
• Mandar alguém me empurrar forte só para bater com a cabeça na quina da mesa da sala de aula
• Comer todos os bolos de maconha do mundo
• Vestir-me de alpaca e dançar o passinho de sempre
• Entrar dentro de uma lata de lixo em pleno domingo na praça XV, e acenar para todos que passarem
• Virar fã de Avril
• Virar colorada (por mais doloroso que isso seria, tu sabes o quanto amo ser gremista)
• Colocar as minhas piores fotos no Orkut
• Ir à sessão do descarrego todas as terças às 19h30min
• Ir da minha casa até a tua todos os dias de bicicleta, só pra tomar um copo d’água
• Sair na rua vestida de bruxa no halloween, só pra pedir balas
• Fazer um milhão de tainhas amanteigadas assadas para ti
• Levar-te para Machu Picchu
• Desistir de todos os meus sonhos para realizar os teus
Mas acho que tudo isso é desnecessário, pois quero mesmo é pedir-te desculpas, apenas isso. Sei que provavelmente não me desculpará. Sei que o que eu fiz, para ti talvez seja imperdoável, mas quero que leves em consideração quatro anos, três meses, dois dias, oito horas e dez minutos (agora é 22h10min) onde te considerei minha irmã, minha amiga, minha mãe, minha filha, minha metade... E que leve em consideração todas as vezes que te perdoei, lembra do blog que criastes só para me pedir desculpas?
Nos últimos dias conversei com muitas pessoas sobre o ocorrido, e na maioria das vezes as pessoas disseram pra eu tivesse paciência, que as coisas precisavam de tempo, pra dar uma refrescada. Mas penso ”a vida é curta demais para se esperar, é preciso agir, por que nunca sabemos o dia de amanha“.
Já parou pra pensar o porquê não te contei nada?
Já parou pra perceber que seria pior se eu tivesse lhe contado, principalmente naquela época?
Já parou pra pensar o que você esta fazendo comigo, independente do que eu tenha feito, eu nunca deixei de lado os meus sentimentos, e como você acha que estou agora? Arrependida, claro, mas sob todas as coisas, só quero poder morrer, se isso não for o suficiente diante da tua concepção dos meus erros quero ser torturada antes de morrer, para que fique a limpo o que te fiz.
Sinto falta de perguntar como tu estas, e se estiver mal, sinto falta de te abraçar, e ouvir seus problemas, dar meus palpites e minhas criticas. Sinto falta também dos nossos momentos infantis, onde é quase impossível não dar belas risadas, no meio da madrugada com roupas estranhas, efeitos de muitos bojos, e muitas fotos... Onde parecemos não ter saído da infância, e ver tudo como a coisa mais divertida do mundo, como tirar fotos na praia, molhando as calças no mar gelado do dia 26/07/09, e ainda perder as chaves pulando e chorar muito por isso, ou rir por muitos dias da musica da cabritinha.
Não sei o que terei que fazer para tê-la de volta, mas sei que farei o possível, ou até mesmo o impossível, pois não consigo viver sem ti, minha eterna melhor amiga... por 0,000000000000000000000000000000000000000001% a mais.

Por Figueiredo, Cristal

Nenhum comentário:

Postar um comentário