Em uma estradinha que levava ao nada,
Por um despenhadeiro alcantilado de uma montanha
Em passos uniformes, caminha
Os pés que expelem sangue pelas rachaduras
E as mãos são calejadas de rotina
O rosto, maltratado pelo tempo
E as roupas surradas.
Um ser bruto
Mas com um coração dividido em dois
Um lado amedrontado
Pelo sofrimento da vida
Que chorava constantemente
Lagrimas suadas do sufoco diário
E no outro lado
Um coração empedrado
Incapaz de sentir qualquer sentimento
Ou se quer suas próprias batidas
Um coração seco e amargo.
Na face cicatrizes
E um olhar melancólico
Por Figueiredo, Cristal
Por Figueiredo, Cristal
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