O ponto que vivia
Sobre as linhas escuras
Da amargura diária
Da exclusão
Por ser um ponto torto, diferente.
Chorava constantemente
Nos braços do nada
Que o acolhia no silêncio
E o fazia dormir na rua
No calor da vida fria e morta.
Por Figueiredo, Cristal
"A reflexão da lhama"
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Acordar
Hoje de manha
Acordei com o soco
Que levei do meu estúpido despertador
Fui escovar os dentes
Mas a escova me ignorou
E saio correndo
Tentei abrir a geladeira
Mas ela me chutou
E me impediu que eu a abrisse
Tentei caminhar pela cozinha
Mas a mesa me empurrou
E cai no chão
Aí, resolvi acordar de verdade.
Por Figueiredo, Cristal
Por Figueiredo, Cristal
terça-feira, 13 de setembro de 2011
*
a
me
lodi
a da
da tua
vóz
me
faz
que
rer
ca
da
vez
ma
is o
tim
bre
per
feit o que sai
dos t eus doc es lá
bios, que me fazem
desejar o teu beijo
a cada vez que você f
ala comigo no teu tom m
eio musical de sempre q
ue eu acho muito sensual
e envolvente, que me dei
xa totalmente calada m
e fazendo apenas te
desejar muito
Por Figueiredo, Cristal
me
lodi
a da
da tua
vóz
me
faz
que
rer
ca
da
vez
ma
is o
tim
bre
per
feit o que sai
dos t eus doc es lá
bios, que me fazem
desejar o teu beijo
a cada vez que você f
ala comigo no teu tom m
eio musical de sempre q
ue eu acho muito sensual
e envolvente, que me dei
xa totalmente calada m
e fazendo apenas te
desejar muito
Por Figueiredo, Cristal
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
é demais?
É demais querer um sorriso
Ao cair das tuas lagrimas?
É demais querer uma palavra
No silencio da tua tristeza?
É demais lutar pra seguir em frente
E não cair em depressão?
É demais querer tua vida
Na presença da morte tua?
Por Figueiredo, Cristal
Por Figueiredo, Cristal
Tic-tac
Entro em desespero,
Relógio gritando
Tic-tac que perturba,
Meus pés correm,
Minha cabeça fica
E o tic-tac continua,
tic-tac
tic-tac.
Por Figueiredo, Cristal
Relógio gritando
Tic-tac que perturba,
Meus pés correm,
Minha cabeça fica
E o tic-tac continua,
tic-tac
tic-tac.
Por Figueiredo, Cristal
Pátria amada?
O povo herói já não vale nada
Pois vende sua palavra para o poder,
E o sol da liberdade em raios fugidos,
Nunca brilhou.
Não conquistamos nada
Apenas aceitamos o que nos era proposto.
E liberdade não tem seio.
Ó pátria amada e idolatrada,
Pelos poucos que ganham tudo
Nas custas dos fracos
Que acreditam num amanha diferente.
E o teu futuro espelha a grandeza,
Da mentira que tu és.
Pátria amada?
Que enterra os filhos do próprio solo
numa grande farsa de povo unido.
Por Figueiredo, Cristal
Pois vende sua palavra para o poder,
E o sol da liberdade em raios fugidos,
Nunca brilhou.
Não conquistamos nada
Apenas aceitamos o que nos era proposto.
E liberdade não tem seio.
Ó pátria amada e idolatrada,
Pelos poucos que ganham tudo
Nas custas dos fracos
Que acreditam num amanha diferente.
E o teu futuro espelha a grandeza,
Da mentira que tu és.
Pátria amada?
Que enterra os filhos do próprio solo
numa grande farsa de povo unido.
Por Figueiredo, Cristal
Minha vida
Cobertores
Chinelos
Banheiro
Escova
Pasta
Roupa
Meias
Tênis
Café
Pão
Banheiro
Escova
Pasta
Mochila
Rua
Ônibus
Pessoas
Escola
Sala
Amigos
Conversa
Recreio
Sala
Conversa
Amigos
Rua
Ônibus
Pessoas
Casa
Comida
Banheiro
Escova
Pasta
PC
Ovelha
Cachorro
Gato
Café
Pão
PC
Temas
Banho
Pijama
Cama
Despertador...
E depois ninguém entende o por que eu digo que minha vida não passa de um zig-zag tedioso de coisas inúteis.
Por Figueiredo, Cristal
Chinelos
Banheiro
Escova
Pasta
Roupa
Meias
Tênis
Café
Pão
Banheiro
Escova
Pasta
Mochila
Rua
Ônibus
Pessoas
Escola
Sala
Amigos
Conversa
Recreio
Sala
Conversa
Amigos
Rua
Ônibus
Pessoas
Casa
Comida
Banheiro
Escova
Pasta
PC
Ovelha
Cachorro
Gato
Café
Pão
PC
Temas
Banho
Pijama
Cama
Despertador...
E depois ninguém entende o por que eu digo que minha vida não passa de um zig-zag tedioso de coisas inúteis.
Por Figueiredo, Cristal
domingo, 4 de setembro de 2011
Paixão escrota
Que linda menina
Dos olhos castanhos
Bochechas macias
Que sou eu.
Que cara ridículo
Do coração podre
Do jeito metido
Que me deixou no breu.
Que amor singelo
Paixão escrota
Amor negado
Amor que morreu.
De jeito inocente
Da menina calminha
à fúria que matou
O que não seria seu.
Por Figueiredo, Cristal
Dos olhos castanhos
Bochechas macias
Que sou eu.
Que cara ridículo
Do coração podre
Do jeito metido
Que me deixou no breu.
Que amor singelo
Paixão escrota
Amor negado
Amor que morreu.
De jeito inocente
Da menina calminha
à fúria que matou
O que não seria seu.
Por Figueiredo, Cristal
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