O seu coração bate?
Perguntou o eu lírico
O poeta respondeu:
bate!
Mas não como eu quero
Não bate como batia antes
Ele bate por tristezas
Ele bate por desejos
Ele bate desolado
Ele bate sem querer bater
Se antes a cada batida,
Caísse uma lagrima de emoção
Hoje essa lagrima só serve para limpar o olho
Se antes a cada palavra dita
O coração vibrava
Hoje ele só bate por obrigação
No silêncio das minhas palavras...
O eu lírico tornou a perguntar:
O seu coração bate?
E num simples ultimo suspiro do poeta
O eu lírico fica sem resposta.
Por Figueiredo, Cristal
"A reflexão da lhama"
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Noite de enchente
Já é noite, e a chuva cai
Lá fora não há ninguém,
Trovoes ecoam pela cidade,
O silêncio toma conta
E o frio congela.
As famílias se recolhem
Os mendigos se encolhem,
A alma de muitos congela e morrem
No frio que corta
Na enchente que quase mata.
Todos isolados
Pela grande quantidade de água,
Muito estão morrendo por conta das doenças
E outros tentando sobreviver
Embora a tristeza não queira deixar.
E tudo só acaba au tocar do meu despertador.
Por Figueiredo, Cristal
Por Figueiredo, Cristal
terça-feira, 26 de julho de 2011
tudo acabou com o bolo comido por aqueles ingratos!
Eu chego em casa
Logo sou criticada
Espero um pouco o tempo passar
Todos dormem
E eu continuo aqui
Observo o tic-tac do relógio durante horas
A fome vem
E o bolo não esta lá
Os mal agradecidos comeram tudo
Esse foi a gota d’água
A raiva me consome
Como quem bebe suco
Começo a tremer
E digitar com força e raiva
Logo lagrimas quentes caem sobre o touchpad
O tic-tac parece estar mais forte
E cada vez mais rápido
Os ponteiros giram freneticamente
Sinto-me tonta
Caio em um abismo
Vejo uma faca
Vejo sangue
Vejo minha vida
Minha infância
Vejo os ingratos
Vejo paramédicos
Paramédicos?
E ai não vejo mais nada
Apenas caí
E acabou
Por Figueiredo, Cristal
Por Figueiredo, Cristal
segunda-feira, 25 de julho de 2011
AMY WINEHOUSE - minha eterna diva!
A três anos, sua doce e envolvente voz, me acompanha sempre, em todos os momentos, dos ruins aos bons...
Quantas vezes eu já fui capaz de chorar e ser embalada por back to black, ou sorrir com um pouco de tears dry on their own, cantar loucamente e sozinha em casa you know i’m no good...
Só a voz dela me acalmava, me conformava, me alegrava, me fazia sorrir nos piores momentos,e me deixa mais feliz nos melhores, desde a sétima serie.
Já fui muito criticada por amar ela.
Já cansei de ouvir dos outros, principalmente dos meus familiares “como você pode gostar de uma louca drogada?!”
E a palavra desses que ficaram contra mim nuca foi maior do que o meu amar a ela. Afinal eu considero totalmente diferente um “gostar ou amar”, de um “se deixar influenciar” pelar tais atitudes de uma pessoa.
Eu daria de tudo pra poder ter ido vê-la em Floripa em janeiro, realmente, eu queria muito. Só que mais uma vez veio a história “porque gastar dinheiro pra ver uma louca? Isso é sem cabimento Cristal!” e eu fiquei em casa no querer... Posso dizer que me despedacei em lágrimas. Mas eu esperava pra uma de uma próxima oportunidade.
Não vai ter próxima!
Assim como os grandes ídolos da musica, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones… Foi a vez de Amy Winehouse entrar para a lista da maldição dos 27.
Sábado, quando eu cheguei na casa do Marco eu não consegui acreditar quando ele me disse “já sabe? A Amy morreu.”
Na hora eu não sei explicar o que passava dentro de mim... Talvez um aperto muito forte, agonia, me senti sem chão, meu eu desmoronou... Mas mesmo assim a ficha não caiu.
E agora eu não sei o que pensar se foi uma coisa boa, ou ruim... Perdi a minha diva, mas ao menos agora ela se livrou dos problemas dela, não é?
Com certeza vou sentir falta de ver noticias dela de encrencas, de ver sobre os shows dela, sentir falta até de ter esperança de um dia ver aquela mulher de traços marcantes e olhar sedutor. A esperança que vai ficar nas minhas lagrimas, como agora, apenas me confortando com Will you still Love me tomorrow...
Amy Winehouse, a minha eterna diva e amada!
Por Figueiredo, Cristal
domingo, 17 de julho de 2011
Aos meus homens
Em letargia,
Me encontro ao lado daquele que aos poucos desejei
De pele macia e rosto inocente,
Tal inocência que acabara por entre os gemidos
Os tais rendidos a quatro paredes
Meio adormecida,
Encontrava-me em sonhos
Com aquele que nunca se tornou real
Que me fazia o desejar com propagandas de si mesmo
Com propostas malditas
Propostas não feitas por aquele que me entendia
Que me era um ombro amigo
De cabelos cacheados
Oh criatura etérea
Que sempre soube me envolver em seus braços
Incitando-me a cometer as mais doces das agressões
Abraçava-me em seus lábios
Num corpo-a-corpo rendido a nós
E em delírios ausento-me de mim mesma
E levo-me ao lado deste amigo amante
Farei deste a maior fonte das poesias
Poesias suspensas a cada palavra dita e usada por ele,
Um grande poeta, e grandes incertezas
Em manifesto firme e decidido
Tive logo aqueles lábios, num confortável abraço.
Por Figueiredo, Cristal
Dedicado aos ”meus homens“, aos meus amigos, à partes de mim.
Iman Griebeler, Murilo Selau Martins, Marco Kerchner, Michel Machado, Fernando Lucas Selau Martins
Me encontro ao lado daquele que aos poucos desejei
De pele macia e rosto inocente,
Tal inocência que acabara por entre os gemidos
Os tais rendidos a quatro paredes
Meio adormecida,
Encontrava-me em sonhos
Com aquele que nunca se tornou real
Que me fazia o desejar com propagandas de si mesmo
Com propostas malditas
Propostas não feitas por aquele que me entendia
Que me era um ombro amigo
De cabelos cacheados
Oh criatura etérea
Que sempre soube me envolver em seus braços
Incitando-me a cometer as mais doces das agressões
Abraçava-me em seus lábios
Num corpo-a-corpo rendido a nós
E em delírios ausento-me de mim mesma
E levo-me ao lado deste amigo amante
Farei deste a maior fonte das poesias
Poesias suspensas a cada palavra dita e usada por ele,
Um grande poeta, e grandes incertezas
Em manifesto firme e decidido
Tive logo aqueles lábios, num confortável abraço.
Por Figueiredo, Cristal
Dedicado aos ”meus homens“, aos meus amigos, à partes de mim.
Iman Griebeler, Murilo Selau Martins, Marco Kerchner, Michel Machado, Fernando Lucas Selau Martins
domingo, 10 de julho de 2011
Um sonho, uma estricnina
-Senhor o que esta acontecendo?
-Não podemos divulgar informações, e mesmo assim ainda não sabemos ao certo.
-Mas por que esta este tumulto todo?
-Não sabes como o povo daqui é curioso?
-Posso passar?
-Não!
-Mas senhor, eu moro neste prédio.
-Não sei se a senhora já viu, mas está interditado.
-Senhor, a moça era do quarto andar!
-Ok soldado!
-Senhor deixe me saber o que aconteceu com alguém do quarto andar, eu moro com minha irmã nesse andar, estou preocupada com ela.
-Minha senhora já lhe disse, não posso deixar.
-Senhor, tem alguém ai que é do quarto andar?
-Sim soldado, esta moça!
-Deixem-na passar.
-O que esta acontecendo? Para onde você esta me levando?
-Conhece esta moça?
-Oh meu deus, é a minha irmã, o que aconteceu?
-Ainda não sabemos.
-por favos, diga que ela não esta morta!
-Infelizmente parece que sim.
-Soldado, acharam essa embalagem de estricnina aberta e vazia.
-Senhora para que compraram isso?
-Minha irmã comprou, ela dizia ouvir barulho de ratos à noite.
-Parece realmente que a sua irmã está morta!
-Oh meu deus!
-Senhora, agora você já pode ir para o seu apartamento, sinto muito pela sua irmã.
-E eu mais ainda.
-Senhora, é bom você procurar coisas que indiquem a morte dela.
-Já não bastou a stricnina?
-Não sabemos bem se foi a estricnina que a matou, ou se ela morreu afogada na banheira.
-Não consigo entender o porquê que ela fez isso!
“-Mana, acorda, ta na sua hora de trabalhar...”
-Como assim? Você não morreu?
-Hãn?
-Nada não, apenas me abrace.
-O que aconteceu?
-Nada não, só quero teu abraço minha irmã, e também, quero que jogue fora aquele vidro de estricnina que comprou para os ratos... E melhor comprar uma ratoeira, arranjar um gato, algo assim.
-Ainda não consegui te entender, mas vou fazer o que me pede.
-E é só isso que eu queria!
Por Figueiredo, Cristal
Por Figueiredo, Cristal
sábado, 2 de julho de 2011
O beijo
Quando olhei para ti
Vi teus olhos
E que belos olhos
E eu não conseguia parar de olhá-los
Ai vi o sorriso
Aquele que era estampado pelos teus lábios
Os mesmos que via expelir palavras
Palavras que me atraiam e me hipnotizavam
Eu não queria ouvir nada
Nem mesmo suas palavras
Queria apenas o constante silêncio
E o calor do teu corpo perto do meu
Eu queria coragem, queria atitude
Não sei se eu esperava uma atitude tua
Ou a minha
Só sei que eu esperava
Não sei de quem partiu
Mas aconteceu
Ali naquele silencio desejado
O beijo tão esperado
Por Figueiredo, Cristal
Quando ele está por perto
Minhas mãos suam frio
Minha voz fica tremula
Sinto meu corpo arrepiar
Sinto uma felicidade extrema
Pergunto-me o que esta acontecendo
E fico sem respostas
De repente,
Ele está sussurrando em meu ouvido
Não sei o que fazer
É como se eu estivesse congelada
Meu coração acelera
Meu sangue ferve
E eu continuo sem respostas
Fico apenas com a vontade de tê-lo só pra mim
Por Figueiredo, Cristal
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