"A reflexão da lhama"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sociedade injusta

Hoje pela manhã, às 06h50min, eu estava sentada dentro de um ônibus indo para a escola. Eu observei todos que ali entraram, e também observei as pessoas da rua.
Do lado de dentro passou por mim vários tipos de pessoas, cada um com seu estilo e modo de viver diferenciado. Ninguém sentou ao meu lado, ou se quer falou comigo.
Lá dentro ouvi todos os tipos de musicas, desde o funk, reggae até o rock. Todos conversavam ou ouviam musicas, formando um barulho sincronizado onde não se entendia nada.
Uns eram mais favorecidos financeiramente, e outros bem menos, mas apesar das condições, todos estavam bem agasalhados para o frio que deveria estar em torno dos 16 ºC...
Lá fora na rua, vi a vida de um modo diferente. Vi o agriculto que acordou cedo para cuidar de seus animais, e calmamente passava pela rua com suas vaquinhas. Vi o homem do bairro pobre, que se despedia da esposa e dos filhos pra mais um dia de gari, colocou seu filhos no mesmo ônibus que eu estava e partiu em direção ao caminhão do lixo que já o esperava. Vi também o homem rico, que neste frio estava, se aquecendo para mais uma caminhada matinal. Logo passei por um homem que andava triste e solitário, acompanhado apenas pelo seu cachorro, parecia estar com frio, pois estava mal agasalhado, e coberto com pedaços de um cobertor velho. Este homem, pedia esmolas e comida, mas ninguém o ajudou. Percebi então, que todos que passavam por ele desprezavam e o olhavam como se não fosse ninguém...
Enquanto uns tem tudo outros não tem simplesmente nada, e esses que não tem nada, são oprimidos pela sociedade, vêm e vão como se fossem pó, como se fossem apenas a sujeira da sociedade injusta!


Por Figueiredo, Cristal

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