"A reflexão da lhama"

sábado, 28 de maio de 2011

Decepção


É tão estranha a capacidade humana de agir com forme o seu animo. Se nos sentimos bem porque algo ou alguém nos faz bem, transmitimos uma certa energia boa para as pessoas, mas, se alguém faz com que nos sentimos mal por alguma coisa, já transmitimos uma presença mais pesada e fria.
É como se nada no mundo pudesse nos satisfazer, apenas o desejado. Fazendo com que o nosso bem estar esteja sempre oscilando, não que seja uma certa “bipolaridade”, mas sim o nosso modo  de ver as coisas com nossos sentimentos, a nossa maior influencia emocional.
Pensamos estar tudo muito bem, do jeito que queríamos. Mas muitas vezes acabamos ouvindo mais do que o necessário, e entre algumas coisas que ouvimos por ai nos meros assuntos da “sociedade”, percebi que tudo o que era um castelo encantado, não passara de uma grande decepção. A felicidade que me consumia, virou a tristeza e decepção que dentro de alguns minutos me consumiu por completa, deixando em mim apenas um enorme ódio e repugnância...
E agora? Sinto-me perdida em decepções, não sei mais o que fazer ou mesmo pensar, na minha cabeça há perguntas que não querem calar, mas são coisas que só o tempo poderá me responder.



Por Figueiredo, Cristal

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Saudade


Todos nós sentimos saudades de alguém, alguma coisa, algum tempo que já se foi... Mas o que realmente é a saudade? Um tipo de obsessão? Parte de um grande surto psicótico?
Creio eu que não. Mas acho que seja algo inexplicável que está acima do alcance do raciocínio lógico e moral dos seres humanos...
Quando amamos alguém, podemos sentir saudade dessa pessoa, por mais que tenhamos visto esse alguém a poucos minutos, ou podemos sentir saudade de alguém que não vimos à muito tempo... Podemos também, sentir saudade de lugares que já tenhamos visitado ou vivido um certo período.
Às vezes a saudade é incurável, e em outras vezes, basta um pequeno esforço e ela some.
Mas e se a nossa saudade for de algo distante do nosso alcance, do nosso esforço?
Aí é que eu entro na história, sinto cada vez mais saudade de uma determinada pessoa, que não sei se algum dia retornarei a vê-la, pois é uma saudade quem conta com mais ou menos 1.100 km de distância, e os nossos caminhos são traçados a cada dia por experiências novas, e vamos modelando o nosso futuro de modo que não possamos saber o dia de amanhã...
E assim, continuo a me perguntar, será que a saudade que sinto é eterna?

Por Figueiredo, Cristal

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sociedade injusta

Hoje pela manhã, às 06h50min, eu estava sentada dentro de um ônibus indo para a escola. Eu observei todos que ali entraram, e também observei as pessoas da rua.
Do lado de dentro passou por mim vários tipos de pessoas, cada um com seu estilo e modo de viver diferenciado. Ninguém sentou ao meu lado, ou se quer falou comigo.
Lá dentro ouvi todos os tipos de musicas, desde o funk, reggae até o rock. Todos conversavam ou ouviam musicas, formando um barulho sincronizado onde não se entendia nada.
Uns eram mais favorecidos financeiramente, e outros bem menos, mas apesar das condições, todos estavam bem agasalhados para o frio que deveria estar em torno dos 16 ºC...
Lá fora na rua, vi a vida de um modo diferente. Vi o agriculto que acordou cedo para cuidar de seus animais, e calmamente passava pela rua com suas vaquinhas. Vi o homem do bairro pobre, que se despedia da esposa e dos filhos pra mais um dia de gari, colocou seu filhos no mesmo ônibus que eu estava e partiu em direção ao caminhão do lixo que já o esperava. Vi também o homem rico, que neste frio estava, se aquecendo para mais uma caminhada matinal. Logo passei por um homem que andava triste e solitário, acompanhado apenas pelo seu cachorro, parecia estar com frio, pois estava mal agasalhado, e coberto com pedaços de um cobertor velho. Este homem, pedia esmolas e comida, mas ninguém o ajudou. Percebi então, que todos que passavam por ele desprezavam e o olhavam como se não fosse ninguém...
Enquanto uns tem tudo outros não tem simplesmente nada, e esses que não tem nada, são oprimidos pela sociedade, vêm e vão como se fossem pó, como se fossem apenas a sujeira da sociedade injusta!


Por Figueiredo, Cristal