"A reflexão da lhama"

domingo, 30 de outubro de 2011

Meu jeito

Eu tento ser fria
Mas me apaixono,
as vezes até amo.
Isso não é motivo pra me considerar sua,
Ou de alguém.
Pois não encararia um novo relacionamento.
Não consigo “ser” de um só,
Não consigo sentir o gosto da mesma boca todo dia
Não consigo deixar de ser livre.
Eu gosto de iludir um pouco as pessoas,
Desculpe,
Mas é o meu jeito.
Eu digo que amo
Eu abraço
Eu beijo,
Todos.
Mas sempre tem um que é especial
De verdade.
O que eu amo além das palavras
E das marcas da noite.
Mesmo assim
Eu ainda cultivo meus homens
Dois, três ou talvez mil.
Eu posso,
Não ser de ninguém,
E mesmo assim,
Alguns são meus.
E eu vivo
Eu rodo
Eu vou
E volto...
E sempre caio em teus braços.


Por Figueiredo, Cristal

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

nao compre, adote! eu apoio essa ideia.

                               es                                                           tão em
                               tod                                                    os os lugare
                               s d                                                 e todas as cidades.
                            são                                                 frágeis e a cima de t
                          udo                                               esperam por amor,
                         são                                          dóceis e singelos.
                        estã                                  o em baixo dos olho
                        s da                   sociedade que pisa em cim
                         a deles ao fingir que não os vê. estão ali s
                        ó esperando por alguém que tenha atitude
                      e os dêem alguns segundos de atenção at
                     enção pouca que pode mudar o dia de um
                    ser tão simples e tão só. e porque não lev
                    ar um desses   para casa? cuidar, dar am
                   or, a  final ele                                pode se
                  r seu melhor                                     amigo!
               e não desp                                         erdice s
          eu melhor                                                 amigo n
         ão o    mal                                                  trate nã
         o o       jog                                                  ue fora não
        com      pre c                                                achor
         ro...
                                              ADOTE!







Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Erros

Continuo errando os mesmo erros de antes
Que me seguem com disparos
Lançados pela beleza dos teus lábios.
Tento não errar mais,
Mas a tensa provocação não deixa
Eu me livrar dos laços de aço
Que me prendem aos pecados.
Mas se sempre errei e pequei,
Por que parar agora
que estou prestes a entrar para o inferno?

Por Figueiredo, Cristal

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Falsas Ideologias

Vivo profundamente
interessado em me reproduzir em versos,
em correr pelado pela rua,
tomando a maior chuva na cara
deslizando ladeiras,
E pulando barreiras
que por certo você escorregaria.
Quero correr perigo ,
procurar o teu umbigo
Em meio aos lençóis.
Propor coisas novas
Naves,
Nuvens,
E desestruturar as falsas ideologias.
Viver de amor
E de anarquia.
Fazer folias com o corpo,
Transar com coisas poderosas
se caírem pelo chão,
Romper as células da tua mão.
Desatrelar as falsas alegorias
E juntar o povo,
Pra fazer massa de pão
No palanque dos políticos da cidade,
No coreto da praça
No colo do maestro da banda...


 ELLF

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Carocha


Eu estava em casa, caminhando, chorando, meio que me arrastando pela cozinha, por uma possível perda da amizade de um grande amigo, o melhor. Quando de repente pisei em uma daquelas carochas pretas que batem na lâmpada e fazem barulho. Olhei para a coitada que ali se contorcia, gritava e gemia de dor. Coitada, tão jovem e quase morta. Tratei de lhe preparar um belo caixão, com tudo o que tinha direito, até mesmo um vestido feito com a ponta de uma meia para ela usar... Mas tirei-o pensei que ela poderia ficar um pouco constrangida, caso fosse um carocho, ele poderia se sentir gay usando vestido, acabei deixando ela pelada mesmo, por garantia.
                Fiz de uma caixa de sapatos o caixão da carocha, decorei com papeis coloridos, fitas, flores... Peguei-a com todo o cuidado, para que não terminasse de destroçar a coitada, e com toda a delicadeza do mundo coloquei-a no caixão. Cutuquei a carocha para ver se ainda reagia, e em meus pêsames, ela se fora.
                Comecei a preparar uma bela cerimônia, digna de uma carocha, que lutou pela vida até o fim. Peguei velas, fiz um buquê com flores do campo, convidei meu vizinho, e até abri a bíblia e li João (4: 23) para ela. Enterrei-a no quintal, em meio as mais belas flores do meu jardim.
                Por mais que eu tenha feito tudo o que fiz pela carocha, acho que a mal agradecida não se contentou, e depois de seis meses passou a me atormentar. Todos os dias era a mesma coisa, cerca de seiscentas carochas por noite, ficavam batendo nas minhas lâmpadas e voando pela minha casa, no começo eu mal conseguia dormir, depois me acostumei. Tentei de tudo para exterminá-las, mas elas eram mais resistentes do que qualquer inseticida ou chinelo. Tentei me mudar de casa também, mas mesmo assim elas me seguiam. Tive então a idéia de colocar fogo na minha casa quando elas estivessem lá, mas quando eu saí de dentro da casa que estava em chamas, as carochas saíram também. Comecei a aceitar o fato de que eu seria acompanhada por elas eternamente, e depois de trinta e seis anos, eu já estava acostumada, pois elas já conviviam comigo até durante o dia. Até o dia em que faltou luz a noite, e eu coloquei uma vela no bidê perto da cama, acabei dormindo sem querer, e o fogo da vela pegou na cortina, e se alastrou pela casa. Morri carbonizada com as minhas carochas.

Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

noite que se fora

Num olhar te desejo
E perco-me em teus braços
Tua pele é quente
Perco-me mais ainda
Encontro-me em teus lábios ferventes
Tuas mãos que me acariciam
De um modo sensível na tua brutalidade
Tua respiração ofega
E teus olhos em pouco voam
E aos poucos
A mim se entrega,
Num ritmo perfeito
A noite nos embala como uma dança
E o sol nasce como quem lança um malfeito
Sobre a bela noite que se fora
Restando apenas lembranças.

Por Figueiredo, Cristal

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Eu quero o Bebê de volda!







Não quero mais nada,
Não quero roupas,
Não quero jóias,
Não quero comida,
Não quero dinheiro...
Só quero o Bebê de volta!   T.T

Por Figueiredo, Cristal