"A reflexão da lhama"

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Hoje...

Hoje senti vontade de sumir daqui...
De fugir para outro lugar
Longe dessa cidade tão ridícula e falsa
Onde tudo fosse como eu sempre quis...

Hoje senti vontade de pintar uma tela
Onde nela quase não tivesse cores
Apenas as cores que me fizessem bem
Que ficassem mais fortes do que a minha tristeza.

Hoje senti vontade de gritar o mais alto possível,
Pra que o som da minha voz
Fosse mais forte e audível que o timbre
Da voz daquele que não merece sequer falar, e falar de mim.

Hoje quis ser diferente do meu comum,
Não por estar fora dos sentimentos ideais
Mas pra ver se me encontrava escondida em algum canto
Revoltada com o que sinto por quem não me merece.

Hoje torno a dizer que o mundo deveria ser totalmente perfeito
Um exemplo do bom, do correto e do realizado
Sem o pânico, sem a rejeição, sem a sensação má
Que você provoca a cada vez que me destrói.

Hoje volto a não ver mais nada
Por causa da cegueira causada pela tua estúpida palavra
Sinto de forma odiosa a sua presença que me faz sofrer,
E não me deixa esquecer a dor das suas más palavras que queimam em meu peito.

Hoje queria poder ter o mundo para mim
Queria ter o poder de ajudar a mim mesma
De todo este amor patético que predomina
O qual me faz sentir impotência para poder viver longe de você.

Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Você é sempre tão normal

Você é sempre tão normal.
Tão café, tão sorvete, tão você.
Tão te amo, tão romance, tão buquê.
Tão dinheiro, tão trabalho, tão tevê.
Tão casaco, tão sapato e tão rolê.

Você é sempre tão normal.
Tão londrina, tão biscoito, tão maço.
Tão cabeça, tão perna, tão braço.
Tão saudade, tão pra sempre, tão cansaço.
Tão bochecha, tão ficante e tão abraço.

Você é sempre tão normal.
Vive uma vida que não é sua.
Passa sempre pela mesma rua.
Canta sempre sobre a mesma lua.
E sobre aquela mesma pessoa nua.

Você é sempre tão normal.
Diz que todos só lhe querem mal.
Que é bipolar e anti-social.
Diz que é geek e bissexual.
Você é sempre tão normal.


por anonimo / Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um ser bruto

Em uma estradinha que levava ao nada,
Por um despenhadeiro alcantilado de uma montanha
Em passos uniformes, caminha
Os pés que expelem sangue pelas rachaduras
E as mãos são calejadas de rotina
O rosto, maltratado pelo tempo
E as roupas surradas.
Um ser bruto
Mas com um coração dividido em dois
Um lado amedrontado
Pelo sofrimento da vida
Que chorava constantemente
Lagrimas suadas do sufoco diário
E no outro lado
Um coração empedrado
Incapaz de sentir qualquer sentimento
Ou se quer suas próprias batidas
Um coração seco e amargo.
Na face cicatrizes
E um olhar melancólico 

Por Figueiredo, Cristal

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Me ame!

Onde você está?
Eu te amo, não fujas de mim!
Me de um abraço,
Não tenha medo
Então você esta negando o seu amor por mim?
Porque o medo?
É só uma faca...
E você não precisa mais se preocupar...
É só meu agora
Apenas meu,
Com todo o cuidado e amor do mundo
Não vou te enterrar...
Congelar-te-ei para te ver todos os dias.
Agora sim você é só meu,
No meu freezer
E seu sangue na minha faca.

Por Figueiredo, Cristal

Criança


Linda moça de trança
Que conquista
E dança
Muito meiga
Ela é criança
Corre
Pula
Canta
Tem bonecas
E vive a infância.

Por Figueiredo, Cristal

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

E eu aqui

A vida passa
As pessoas passam
Num vem e vão frenético
E eu continuo aqui
Sentada,
Apenas sentada
Sem fazer exatamente nada
No silencio monótono da minha sala de estar,
No abandono da minha residência
No vazio da minha vida
Na imensidão dos meus pensamentos...

Por Figueiredo, Cristal