"A reflexão da lhama"

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Sinto dores na minha cabeça
Vendo as coisas que não quero
Dormindo na pior cama do mundo

Apenas tentando viver uma vida de mentiras

Tentando ser o que posso
E sonhando com coisas que não tenho

Colocando pontos no final

Comprando coisas pra comer
Passando os dias só vivendo

Vendo a felicidade distante

Sentindo-me só 
Como um livro esquecido na estante

Ouvindo musicas que ninguém ouve

Sentindo coisas que nunca senti
Ajudado pela inexperiência da juventude

Talvez mude a maneira de interpretar

Os textos da faculdade
Mudando o jeito do professor ler

Escrevo texto do começo para o fim

E mudo a direção
Começo da direita pra esquerda, e vou na contramão

Sem esperança de encontrar um semelhante

Vou andando na multidão
Esbarrando em todos e sentido suas mãos

Todos aqueles com quem quis falar

Agora se recusam em me olhar
Preocupados com suas vidas

Tenho poucos amigos

Mas a amizade não é recíproca
Infelizmente essa é a verdade

Esse é quem eu sou

Mas não se assustem
Eu sou um cara normal

Mas é dificil 

Ser o que somos 
ignorando o que queremos ser


Por Silva, Paulo

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Falta chuva no sertão


Chove chuva de prata plástica
Chove lágrimas de alegria causadas pela dor
Chove sede e falta água
Chove vidas acabadas
Chove tudo sem chover nada
Chove inteligência dos ignorantes
Chove luz na completa escuridão
Chove tristeza nos olhos da esperança
Chove tudo, menos chuva no sertão.

Por Figueiredo, Cristal

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Inutilmente, eu


Eu que aqui estou
Cansada de pedir
E dar opiniões
Calo-me
Pois nada mais vejo
E nada mais sei

Eu que nada mais faço
Além de comer e dormir
Aqui escrevo inutilmente
Sob o olhar repressor
Dos ignorantes
Que hoje sugam
Minha boa vontade

Por Figueiredo Cristal

Morador de rua


E se eu pensasse como um morador de rua?
Caminhar sem rumo
Sem obrigação sem preocupações
Sem pensar em que horas voltar pra casa
Sair e não voltar
Ter a rua um eterno lar.

E se eu me tornasse um morador de rua?
Sem me preocupar com a sujeira, com o emprego
Sem me preocupar com visitas, com casa limpa
Com o que vão pensar da pintura da minha parede
Com o que vão falar da grama do meu jardim
Sem viver de ninguém, viver de mim.

E se eu deixasse de ser um morador de rua?
Ter todo um conforto, ter um teto
Comida quentinha na mesa, cama aconchegante
Ter um cachorro saudável, ter amigos e a eles dar confiança
Saudade de tudo isso, desde que virei morador de rua
Só resta a esperança.

Por Figueiredo, Cristal

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Se me arrependo?


Não é uma questão de arrependimento
Mas trocaria tudo por voltar a 4 anos atrás
Era tudo tão bonito
Poderia não ter conhecido tanta gente
Gente que hoje seca minha paz
Poderia não ter tido um ex namorado
Que quase me fez perder a pessoa que mais amo
Poderia ter feito mais coisas
E dormido menos
Poderia ter vivido mais
Não digo intensamente
Pois o mais perto de intenso que já cheguei
Foi andar de montanha russa (?)
Poderia ter sido mais corajosa também
E enfrentado muitos medos
Medos que me fazem não abrir os olhos de manhã
Poderia ter dado mais votos de confiança a mim
E menos aos outros
O que sempre foi um erro meu, achar que para mim ninguem mente
Poderia ter passado mais tempo tentando ser bonita
E menos tentando agradar aos outros com o meu carisma
Poderia ser tudo de uma outra maneira
E hoje ser eu bonita
Continuar com a minha melhor amiga,
Bom isso nunca mudou,
Mas foi por pouco.
Poderia ter vivido com mais gente inteligente
E menas gente com status,
Poderia ter feito muita coisa diferente.

Por Figueiredo, Cristal

terça-feira, 2 de outubro de 2012

É complicado o meu santo


É complicado quando o meu santo e forte
Bate e não quebra
Briga e não racha
Cai e não se despedaça

É complicado quando o meu santo não aguenta
Se estapeia e não sente a dor
Se xinga e não baixa a cabeça
Tem razão sem considerar a outra opinião

É complicado quando o meu santo é dono da verdade
Acha que é melhor e no fundo é igual
Acha que ta certo e nem tem certeza
Acha que consegue viver sem e nem vida tem


Por Figueiredo, Cristal