"A reflexão da lhama"

domingo, 30 de setembro de 2012

Verme Repugnante


Este verme repugnante que envolve e come a alma dos frágeis e não amados
Enterrados em desilusões e discussões,
Tudo por falsas ideologias, por falsos amores, por falsas palavras,
Por falsas verdade, por falsas lágrimas, por falsos abraços,
Falsos pedidos de "fique, não me abandone, não me odeie, eu te amo, me ame".
Tentavam me segurar, e ao mesmo tempo segurar todo mundo,
Todo mundo que é puro e inocente,
Todo mundo que nele acredita, e lhe confia a vida,
Todo mundo que ainda há de abrir os olhos e o abandonar
No pior de seus momentos, suas dores, nas suas únicas lágrimas sinceras, 
Aquelas que dizem ter medo de acabar só nesse mundo que lhe fez tão cruel e egoísta.
Até que sua morte seja brindada com a melhor taça de espumante
Por aqueles que cansaram de correr e fazer de tudo por um verme repugnante, 
Que nada jamais mereceu a não ser a solidão e a dor que ainda há de vir 
E lhe cortar a cabeça.


Por Figueiredo, Cristal 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Surto ao atender o telefone


Uma chamada de algum ser inútil
Um pouco de simpatia,
Respira fundo,
-Alô?
Deliga a chamada
Respira ofegantemente
Pensa e ver gente morrer
Outra chamada
Começa a tremer,
Urrar de raiva,
Gritar pela casa
Chutar as portas
Jogar copos nas paredes
-Alô, quem é?
Parece mal educada, coitada
Mas só esta alterada.

Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Voe passarinho


Voe passarinho
Para longe do seu antigo ninho,
Naquela velha e imunda gaiola enferrujada
Com o meu rancor

Voe passarinho
Para muito longe
Antes que o meu ódio tome conta
E lhe ponha fogo

Voe passarinho
Na liberdade que sempre quisestes
Nas loucuras que sempre sonhastes
Nos impulsos que sempre fizestes

Voe passarinho
Pois agora é tarde demais
Não torne a esta velha gaiola que agora se fechou
E fique longe de todo tipo de lembrança do antigo ninho

Voe passarinho
Voe de pressa por favor
A velha gaiola agora é um cassador a procura de sua morte
A procura do seu corpo em uma panela com arroz


Por Figueiredo, Cristal

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Depois de muito sexo, muito amor


Gosto quando você esta ali dormindo
Depois de muito sexo, muito amor,
Ouvir tua respiração, teu silencio
Meu pesamentos sem pudor

[Esquecendo das horas vivendo o momento]

Eu sonho sempre acordada
Te olhando daqui do teu lado deitada
Sorrindo imaginando coisas
Cansada e pelada

Os aromas suaves bailam pelo ar
Fico pirada, parada, tentando me segurar
Louca para acordar você mais uma vez
Embriagada de amor e de nudez

Quero que sinta a necessidade de me ter
Posso não ser dona da sensualidade
Mas consigo lhe dar que seja só um pouco de felicidade
Em troca de me fazer tremer

Aquelas gotas misturadas do nosso suor
Os teus cabelos tão lindos molhados
Uma troca de calor
Em abraços nus e apertados

Nossas roupas jogadas no chão
Na cadeira, na mesa do computador
Loucos de tesão
Possuídos por um tal de amor.


Por Figueiredo, Cristal