Este verme repugnante que envolve e come a alma dos frágeis e não amados
Enterrados em desilusões e discussões,
Tudo por falsas ideologias, por falsos amores, por falsas palavras,
Por falsas verdade, por falsas lágrimas, por falsos abraços,
Falsos pedidos de "fique, não me abandone, não me odeie, eu te amo, me ame".
Tentavam me segurar, e ao mesmo tempo segurar todo mundo,
Todo mundo que é puro e inocente,
Todo mundo que nele acredita, e lhe confia a vida,
Todo mundo que ainda há de abrir os olhos e o abandonar
No pior de seus momentos, suas dores, nas suas únicas lágrimas sinceras,
Aquelas que dizem ter medo de acabar só nesse mundo que lhe fez tão cruel e egoísta.
Até que sua morte seja brindada com a melhor taça de espumante
Por aqueles que cansaram de correr e fazer de tudo por um verme repugnante,
Que nada jamais mereceu a não ser a solidão e a dor que ainda há de vir
E lhe cortar a cabeça.
Por Figueiredo, Cristal